20260628
Crato, 28 de junho de 2026 (domingo)
Olá, leitores.
Estava assistindo ao primeiro jogo eliminatório da Copa do Mundo. Um jogo de baixíssimo nível técnico. Mas futebol também é isso.
Estou com fome. A dieta segue, mesmo que as perspectivas de lutar dia 18 diminuam a cada dia. Eu preciso perder um pouco de massa corporal, independente de lutar em julho ou só em outubro.
Antes do jogo eu reli o texto da semana passada. Considerando a bagunça que foram os últimos dias de aula, ficou um texto muito bom. Consegui manter a sobriedade para digitar algumas linhas e explicar o que estava acontecendo. Hoje as coisas estão mais calmas. As aulas desse semestre já acabaram. Mas restam três trabalhos para entregar e uma reunião de grupo de estudo para encerrar as atividades. Além de três notas para os professores registrarem.
Segunda-feira passada, depois de escrever o texto, eu fui para uma aula de primeiros socorros em trilha. Eu tava muito cansado. A professora da extensão, que não era a que ia dar aula, disse que já ia começar o laboratório. Eu comentei que, se fosse mesmo laboratório, ou seja, os alunos tendo que participar fazendo algo, eu ia embora.
Praticamente não foi. Foi mais teoria mesmo. Demorou para começar, acho que estavam esperando para ver se chegava mais gente. Dos sete que confirmaram que iam, os sete foram. Inclusive dois heróis da Medicina. É ainda mais puxado que Educação Física. Três da Educação Física. Acho que os outros dois eram da Enfermagem e Direito. Aula extra em semana de prova é muito cansativo. Mas eu não queria perder as atividades dessa extensão, então fui. Mas fiquei lá quase nocauteado. Falei muito pouco. Quando estourou a hora de terminar, aí eu fechei os olhos e fiquei semidesmaiado. Houve realmente um laboratório no final. O colega que já é socorrista foi lá fingir que estava aprendendo. Tentou forçar quem não sabia a ir. Eu gritei: "Voluntário é voluntário". Ele nos deixou em paz. Foi muito ruim. Sério. Aula. O cara já não aguenta mais aula e inventam aula. Mas foi mais uma presença heroica que eu assinei.
Depois que finalmente saí dessa aula, que aconteceu na Unesco, eu fui para o centro da cidade olhar preços de coisas para a aula de quarta-feira de manhã. E depois voltei para a Universidade. O meu orientador e professor de capoeira mandou mensagem pelo WhatsApp.
Queria testar a "nossa bateria". Ou seja, colocar os universitários e outros, da extensão de capoeira, para tocar instrumentos enquanto crianças de um projeto próximo ao campus lutavam. E perguntou quem ia.
Eu respondi que ia, mas que não contasse comigo para tocar instrumento, porque ensaiei pouco. O que é verdade, mas também porque minha energia estava muito baixa.
Acho que seis da noite eu estava lá no pátio do ginásio, vestido com a roupa de capoeira. A aula começou. Fui seguindo. Teve uma sequência de movimentos mais difíceis. Eu fiz quatro vezes. Na quarta senti o joelho e aproveitei para ir jantar.
Voltei, a aula estava terminando. Depois da aula chegaram o mestre do projeto vizinho e as crianças. Teve a roda. Não toquei nem lutei. Só bati palma e observei. Às oito e vinte o mestre vizinho me perguntou as horas. Eu disse que eram oito e vinte. Ele tomou um susto. Avisou que tinha que levar as crianças de volta. Começou a tocar samba no tambor para as crianças dançarem em casais. A nossa bateria não tinha ensaiado samba, foi engraçado. Depois eles foram embora. Eu pude ir para casa.
Na terça de manhã já estava na Universidade de novo. Numa das poucas salas que a Educação Física tem posse, para o grupo de estudo. Eu li o texto na noite antes de dormir. Trinta e cinco páginas. Mas consegui me lembrar, citar, discutir direitinho, apesar de todo o acúmulo de tarefas.
De tarde teve a última aula de Desenvolvimento Motor.
De noite teve judô. Comecei a aquecer. Quando o professor mandou girar sobre o próprio corpo, eu pedi para sair. Ele pediu para ficar para um pouco de repetição de técnicas sem queda. Eu fiquei, mas depois parei. Antes de parar eu disse que, apesar de estar naquele estado, queria lutar dia 18. O professor de judô ficou incrédulo. Mas era verdade.
Quando finalmente acabou o judô, eu pude me focar na aula do dia seguinte. Isso foi o pior. Passar o dia todo tendo que adiar a atenção que eu queria colocar em algo que, para mim, era de suma importância. Dar aula a colegiais de verdade, no caso do oitavo ano de uma escola próxima do campus.
Depois do último parágrafo eu fui para a missa na catedral. Dia de São Pedro e São Paulo. E entrega das roupas dos novos coroinhas. Demorou demais, demais, demais! Eu de dieta passando mal.
Mas já voltei e já jantei.
Retornando ao que eu estava contando. Na terça-feira cheguei do judô já tarde. E ainda tive que ir ao computador fazer ajustes no plano de aula.
Na quarta-feira acordei cedo. Fui para a universidade, deixei as cangas lá e fui imprimir o tal plano. A burocracia antes da aula foi terrível. E depois também não foi muito bom. Mas a aula em si foi maravilhosa. Todas as vezes que tive a oportunidade de intervir com colegiais de verdade nesse curso, até agora, tive experiências boas. A professora do Estágio IV disse que, quando for estágio de verdade, vai ser um inferno. Eu respondi que prefiro não me desesperar. E, por enquanto, não tenho motivos mesmo para isso.
Se eu fosse avaliar a área pelos professores, já tinha desistido. Mas ainda bem que eles não são o meu objetivo, são no máximo um obstáculo.
Durante o resto da quarta-feira fiquei com uma sensação ruim de que tinha algo inacabado, uma sensação completamente irracional, mas persistente.
Na quinta-feira de manhã teve o São João do segundo semestre. A alcateia. No encerramento de Ginástica I, ano passado, éramos vinte e cinco. Agora, no Atletismo, fomos vinte, sendo que dos vinte acho que só dezenove estavam na Ginástica I. Pelas minhas contas, quem cursou todas as disciplinas dos dois semestres sem ser reprovado nem trancar restam dezoito. Dos quarenta e um matriculados inicialmente.
Tem professor dizendo que, para aumentar a nota do curso, a solução é maltratar ainda mais a gente. Desconfio de que essa estratégia não vai dar certo.
Na quinta de tarde teve a última aula de Política. Na quinta à noite fui para o judô. Estávamos lá: o professor, a irmã dele, que é sub-18, um faixa branca que é azul de jiu-jítsu, e eu. Me arrastei por cinquenta minutos. Mas na luta do final, curiosamente, rendi bem.
Sexta-feira, depois do almoço, fui com um colega de faculdade e leitor receber orientação do professor de futsal. Depois fui para casa dormir.
Antes da janta assisti parte do encerramento da Ginástica I. É apenas os universitários se apresentando. Não tem colegiais. Mas o professor disse que, semestre que vem, vai haver colegiais.
Contei vinte e sete universitários certificados. Apenas dois a mais que no semestre passado.
Sábado, ontem, eu fui fazer barras australianas e senti dores espalhadas por todo o corpo.
Hoje, domingo, ainda não fiz exercício nenhum, mas ainda dá tempo.
Foi isso. Assim acabaram as aulas desse semestre. Ainda há três trabalhos para entregar e um grupo de estudo para participar. Mas o final em conta-gotas está quase secando.
Estou me preparando para lutar dia 18, mas, como disse no começo, dei a volta e retornei para onde comecei. A cada dia fica mais difícil. Mas há outras atividades interessantes para acontecer nesse mês de julho. Continue lendo. E, se possível, apoiando com dinheiro. Vai ser útil. Mas ler é importante demais. Obrigado por lerem.
Até.

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