Dojo Solo
Crato, 12 de setembro de 2025.
Primeiro de tudo preciso agradecer aos que contribuíram com a campanha para minha transferência de equipe de judô. Graças a vocês agora sou membro da Dojo Solo. Equipe que tem a maioria de seus membros em Iguatu. Obrigado!
Em segundo lugar preciso agradecer à própria Dojo Solo por me acolher. Obrigado!
Não há tempo para foto nem muita comemoração. O trabalho continua. Continua, por exemplo, com minha volta à escrita desses textos.
Parece que estou começando um resfriado. O que é triste, porque tenho treino de judô marcado para amanhã de manhã, uma corrida no domingo também de manhã, e a aula de Ginástica na manhã da segunda-feira.
Meu celular está em 7 por cento de carga. Preciso que ele chegue pelo menos aos 16 por cento antes das onze e cinquenta da noite, para eu fotografar uma folha de caderno para enviar para um professor antes que o prazo de envio acabe.
Porque não enviei antes? Porque não tive tempo.
O último texto que postei foi no dia sete de setembro, domingo. Eu estava chateado com alguém que prometeu me ajudar e depois não ajudou nem deu notícias e continuou vendo meus stories. Na segunda eu o bloqueei. E continuei a campanha.
Segunda de manhã tenho aula de ginástica. O professor disse que temos que aprender parada de mão, mas eu percebi que estava com o cotovelo direito machucado da capoeira. Treinei um pouco, mas depois que a dor aumentou fui sentar.
De tarde assisti meus colegas apresentando seminários da disciplina Pesquisa em Educação Física. Minha tarefa junto com outros colegas era fazer uma revisão com perguntas sobre esse seminário na quarta-feira seguinte.
O professor do Núcleo de Pesquisa e Extensão de Capoeira avisou que não ia poder ir naquela noite, mas que podíamos ir mesmo assim, eu disse que ia. E fui. Chegando lá só tinha eu, ninguém mais foi.
Gravei um storie muito importante. Esse storie terminou fazendo algumas pessoas me ajudarem com o que faltava para pagar a taxa de transferência e eu paguei. Logo depois de pagar senti uma fraqueza no corpo. Isso é uma reação fisiológica esperada, depois de se superar um obstáculo muito difícil.
Meus dias têm sido tão intensos que todos eles parecem sexta-feira, segunda-feira também foi assim. Os capítulos de Dandadan, o quadrinho que eu leio às segundas-feiras, saem meio-dia, mas eu só fui ler tarde da noite. A Momo Ayase do quadrinho é muito diferente da do desenho animado, gente, leiam o quadrinho.
Na terça-feira amanheci ainda fraco, mas me arrastei até o ginásio. Na verdade a fraqueza passou como que por mágica no começo da caminhada, mas voltou com tudo quando cheguei lá.
Fui ao laboratório e me encontrei com o professor e uma colega pesquisadora. Os outros três colegas não foram. Foi uma reunião muito importante. O professor deu o caminho para eu apresentar meu primeiro artigo científico, mas para isso preciso ler um edital de iniciação científica. Ainda não tive tempo.
À tarde, quando me encontrei com minha turma, eles estavam irritadiços. O professor de Anatomia Humana tinha marcado provas para quarta e quinta-feira. Praticamente surpresas. O professor de Fisiologia, para tentar segurar a turma, deu uma pequena revisão de Anatomia Humana antes de começar a aula de Fisiologia.
Eu precisava ir na Lagoa Seca buscar minha faixa que deixei lá. Porque não é de bom tom deixar suas roupas por aí, e porque eu precisava me despedir do professor que me deu aulas lá. Vou demorar a ir lá a partir de agora. Gravei um storie mostrando o lugar onde ele dá aula e passando outras informações, como que só ia voltar a escrever textos hoje.
Na quarta-feira de manhã houve aula de Fisiologia. Meus colegas estavam ainda mais inquietos. Alguns se irritaram com minha alegria típica e até verbalizaram o descontentamento. Mas eu não tinha como tomar parte naquela angústia deles. Não da mesma forma. Eu me angustiei com o clima ruim, não com a expectativa da prova. O professor de Fisiologia fez seu melhor para ministrar aula naquele clima horrível, mas a aula não rendeu muito.
À tarde houve o último seminário da disciplina de Pesquisa, e eu fiz as perguntas de revisão junto com alguns colegas. Foi muito difícil, mas o resultado foi satisfatório.
Depois teve a tal prova. Uma droga. Mas acho que acertei pelo menos metade. Aí no dia seguinte eu fiquei por casa me preparando para o segundo tempo da prova de Anatomia Humana, que foi muito melhor. Talvez eu e meu colega, porque a prova foi de dupla, talvez tenhamos até conseguido fechar. Essas duas provas só valem sete pontos, ainda vai haver algo para conseguir mais três pontos que vão compor a nota da primeira avaliação.
O professor do Núcleo de Pesquisa e da Extensão de Capoeira chamou-nos para irmos vestidos iguais porque ele queria filmar. Eu avisei que ia para o judô. E desejei uma boa capoeira para eles.
A academia do Sensei Caio e do Sensei Lucas fica a dois quilômetros de minha casa. Fui lá me aproveitando da minha anatomia bípede que favorece o deslocamento a pé.
Chegamos na sexta-feira. Hoje era para nós levarmos cordas para a ginástica. Corda de pular por cima, sabe? Eu não levei uma. Fiquei sentado esperando a parte da corda passar, quando passou peguei a bola e fui terminar a aula.
A foto do trabalho ficou uma porcaria. Não vou mandar não.
Mas continuando. Teve aula de História. A professora apontou o retroprojetor para a parte mais quente da sala onde eu fico para fugir do frio, e como resultado eu saí passando mal e espirrando. Já estou melhor, mas receoso de não conseguir cumprir meus compromissos físicos.
Só vou voltar a fazer campanha por apoio de forma mais intensa segunda, mas estou precisando de dinheiro para pagar o exame para faixa roxa e para me inscrever na Copa Samurai.
Até.
Pratico judô e sou atualmente 3º kyu (faixa verde).
Estou treinando para o exame de 2º kyu (faixa roxa).
Pretendo lutar na Copa Samurai dia 18 de outubro, mas para isso preciso de um monte de dinheiro.
Curso Educação Física na URCA.
Estou planejando um projeto de judô inclusivo chamado Judô no Escuro. Pretendo ir contando mais com o passar do tempo.

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