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Crato, 22 de junho de 2026 (segunda-feira)
Olá, leitores.
Eu passei o fim de semana abaixo de minhas capacidades cognitivas normais. Não conseguia lembrar das coisas. Ontem não consegui jogar videogame. E no sábado só consegui render de Sagat. Ele é um boneco de videogame muito grande, maior que a maioria dos adversários. Normalmente eu jogo mais e rendo mais de Sakura, que é pequena, menor que a maioria dos adversários. Isso parece ser um sintoma de desorganização motora. Chegou um ponto que eu comecei a me irritar com esses jogos que eu gosto tanto. Isso foi no sábado à noite, desde então ainda não voltei a jogar, estamos na segunda de manhã.
Eu hoje já fui me pesar, já treinei barras australianas lá na Asa. Já fui até a frente da Unesco. Lavei meu quimono. E já trabalhei em um plano de aula que vou executar quarta-feira. Estou começando a medir meu abdômen e coxas mas, ainda não estou confiante na precisão dessas medidas, não estou anotando, só medindo. Com uma trena de costura. Não tenho uma trena de medir gente ainda. Parece que eu vou continuar me pesando em farmácias por muito tempo, porque mesmo que eu conseguisse aparelhos de medir gente, ou antropométricos, que é o termo certo, eu ia preferir a trena e o compasso. A balança é, no momento, a terceira prioridade.
Hoje não tem aula curricular prevista. Hoje percebo que não tive nenhuma aula curricular em dia de segunda-feira esse semestre. Apenas avaliações. A funcionária paga para nos dar aula não deu uma aula sequer, nos avaliou em todas as oportunidades. Qual foi a consequência disso? Eu não sei.
Mas hoje eu tenho previstas apenas aulas de extensão. São atividades acadêmicas que a gente participa voluntariamente. Surgiu a lenda que para nos formarmos somos obrigados a participar. Mas, do ponto de vista jurídico, isso não faz sentido. Você não pode mudar as regras para graduação depois da matrícula. Mesmo que o meu curso goste de desrespeitar a lei vigente no país, tem algumas leis que são mais sérias do que outras, não acho que essa possa ser desrespeitada. Então eu vou para essas aulas de extensão porque quero, não porque tenho medo de não conseguir me formar caso não vá.
Sexta-feira eu não tinha aula prevista, tinha uma avaliação de futsal na quadra. Quando cheguei lá estava tendo o aquecimento para um jogo de vôlei. O professor de futsal saiu para reclamar, eu fui para o alto da arquibancada dormir. Quando o jogo acabou e uma caloura parou de apitar uma corneta, daquelas que o pessoal apita nas corridas da Ferrari, absolutamente infernal, eu voltei para perto dos colegas e do professor de futsal. Mas ainda teve um pódio antes de podermos começar a avaliação com uma hora de atraso. Teve avaliação, depois um bolo. Eu saí de fininho, não quis quebrar minha dieta.
Da quarta para quinta-feira teve o episódio mais cansativo da semana. Uma avaliação que começou às duas e meia da tarde e só acabou às oito da manhã. Eu não fiquei acordado todo esse tempo, desmaiei lá para as duas da manhã e um colega assumiu a tarefa. Acordei de novo às cinco e segui. Às oito horas a professora digitou um texto enfezado em caixa alta. Parece que meus colegas perderam a paciência e foram reclamar à coordenação em nome da turma. No fim todos nós fomos aprovados. Eu não sabia de reclamação nenhuma, e os termos da reclamação estavam juridicamente errados. Mas eu não posso simplesmente tirar o corpo fora e dizer que não fiz parte da reclamação se ela foi feita em meu nome. Tenho que assumir, é assim que funciona.
Ontem não consegui digitar nenhuma linha disso, mas acho que por hoje está bom.
Até.
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