20260830
Crato, 30 de agosto de 2026 (domingo)
Olá leitores.
Eu encerrei o último texto falando de Humberto Cabral. E embora tenham acontecido algumas coisas entre eu terminar de digitar e publicar, achei que não cabia um Post Scritum. Mas, ainda ontem, escolhi a data da minha próxima luta.
17 de Outubro em Fortaleza.
Vou ter que administrar muito bem minha vida para que essa participação se torne possível e, de certa forma, comecei hoje. Acordei sete e vinte e cinco da manhã. O primeiro ônibus grátis para o Centro Cultural saiu sete e quarenta. Eu fui e consegui pegar o ônibus. Desci em frente à Periferia Cultural, que se autodenomina Centro, estava ainda fechado. Segui para a barra da Asa. Estranhei, tinha feito a última vez na barra da Universidade, que é muito melhor. Tive que usar a camisa de luva porque já estava quente. Mas ainda fiz sete repetições. Voltei e subi no mesmo ônibus às sete e cinquenta e quatro, a Periferia Cultural só abre às oito. Apesar da barra quente, eu tive a impressão que a areia ia durar fria mais minutos hoje que da última vez, mas eu tinha que comprar mantimentos, então voltei para casa poucos minutos depois de chegar.
À noite tive que ir à missa em São Vicente. Quando cheguei, o banco que gosto de ficar não tinha ninguém. Mas eu sabia que era ilusório. Logo os atrasados viriam. E vieram. Uma família com duas crianças. A mais velha começou a se divertir rodando o ferrolho mal lubrificado, gerando um ruído horrível. Eu saí e fui para o outro lado. Do outro lado tinha três irmãos, duas meninas e um menino, gritando e se chutando. Eu ouvi o evangelho lá no meio da rua. Mas, ainda notei que a primeira leitura foi de Jeremias. Profeta das Desgraças. É uma rima com o evangelho onde o próprio Jesus prevê seu sofrimento.
Depois da missa eu decidi estudar Bauman para o grupo de estudo da universidade. Eu perguntei ao Gemini, quando a pergunta é fácil eu prefiro esse, mas ele é o mais limitado das IAs que eu uso, perguntei: qual capítulo de Bauman é o melhor para realizar uma filosofia de marreta?
Ele respondeu que era o Capítulo dois de Amor Líquido.
Terminei me lembrando de um desenho besta que estava passando quando eu era criança e eu estava prestando meia atenção. No desenho tinha uma menina muito alegre. E perguntaram: por que você é tão alegre? Ela respondeu. Porque eu sou uma adivinha, eu vejo o futuro. Mas eu só vejo um futuro ruim, cheio de desgraças. Quando a gente vê coisas ruins o tempo todo, qualquer coisa boa já deixa a gente contente.
Estudando o capítulo dois de Amor Líquido eu me senti como aquela menina. Lendo a descrição de uma humanidade desgraçada, se afogando em uma liquidez onde tudo tende a durar muito pouco, eu passei a me alegrar por causa de mínimas coisas. Foi uma sensação muito boa.
Vou usar esse texto aqui para divulgar nosso Meet sobre modernidade líquida. Que vai acontecer, terça-feira, às uma e meia da tarde. Estejam convidados.
Basta copiar o link da imagem e entrar na sala perto das uma da tarde da terça-feira dia primeiro de setembro.
Até.
Pix: diegosergioadv@gmail.com

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