20260726
Crato, 26 de julho de 2026. (Domingo)
Ontem eu acordei umas cinco e meia da manhã. Fui assistir às últimas lutas do décimo quarto dia do torneio de sumô de julho. O ucraniano ganhou sua luta de uma maneira que eu considerei protocolar. Fiquei medindo se tinha forças para me levantar e ir à missa, e terminei indo. Eu pretendia voltar, tomar café e ir treinar barras. Mas não deu para ir alimentado. Terminei indo só às sete da noite, antes de jantar. Fiz onze barras australianas. Três a menos que as catorze de quarta-feira.
Depois terminei revendo a luta do rapaz Aonishiki. E foi muito impressionante. A minha opinião ao acordar estava errada. Eu estava comparando com a vitória do sábado, que foi mais impressionante ainda, e fiquei com uma leitura equivocada. Ainda assisti ao Vasco sofrendo para empatar em casa.
Antes de dormir vi que a transmissão do sumô em inglês ia começar às quatro e meia da manhã. Acordei hoje às seis e cinco. Mas fui assistir à transmissão desde o começo. O Aonishiki perdeu a luta normal. Mas, como ele estava uma vitória à frente dos outros, houve um desempate triplo. E ele terminou conseguindo vencer duas seguidas e ganhar. Na entrevista perguntaram o que ele tinha a dizer sobre a derrota do dia. Ele respondeu em japonês, claro, mas traduziram para o inglês: "Eu fiz o meu melhor, por isso não tenho arrependimentos." No regrets! Ele ganhou duas taças grandes e pesadas que nem dá para erguer. Uns certificados. Mas parece que o prêmio principal foi uma bandeira. Depois saiu pelas ruas de Nagoia em um carro aberto, com um rapaz da segunda divisão carregando a bandeira, e uma bandinha do Exército tocando. Esporte é muito legal. Principalmente quando é transmitido de graça na internet. Diferente da droga da Fórmula 1, que por enquanto eu parei de assistir. Nem sei se está tendo transmissão. Mas, quando não teve a da primeira corrida, já encerrei o ano. Com tanto esporte de graça para assistir, não temos que nos humilhar a quem não faz questão da nossa audiência.
Depois de tomar café eu fui ao computador para algo que eu nunca tinha feito. Ler a liturgia eucarística de um rito não latino. Botei uma transmissão em árabe e copta tocando e fui ler as leituras. São muitas leituras. Bem mais que nossas duas epístolas, um salmo e um evangelho.
Teve a leitura de Paulo, a leitura de uma carta que não é de Paulo, leitura dos Atos dos Apóstolos, leitura da vida dos santos, salmo responsorial e evangelho. Do Antigo Testamento, só o salmo. Interessante que o domingo não é feriado no Egito. Os cristãos precisam assistir à missa cedo antes de ir para o trabalho ou estudo. Os cristãos são tratados como cidadãos de segunda categoria por alguns. Como, por exemplo, a seleção de futebol, que só convoca islâmicos. Demorou bem mais do que eu esperava. Mas ainda foi pouco comparado à celebração completa, que durava três horas.
À noite fui à missa. No rito latino, claro. O Reino dos Céus é como um tesouro.
Na volta a gata Estrela quis olhar a rua.
Assisti a um programa na NHK World sobre o autor de As Flores do Mal (Aku no Hana). O cara desenha muito bem, mas as histórias dele são paia demais. Nunca li. Só ouvi o povo falando. Assistir a um documentário sobre ele serviu para confirmar que as histórias dele são muito desinteressantes.
O sumô acabou e só volta dia 13 de setembro. As refeições na universidade só voltam dia 3 de agosto. As aulas demoram ainda mais a voltar. Meu professor de judô, de Portugal, foi para a Suíça, depois França. Mas o professor das crianças está aqui no Crato ainda. Espero que os colegas que se feriram terça-feira voltem esta semana e não se machuquem tanto.
Boa semana para todos.
Até.


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