20260614
Crato, 14 de junho de 2026
Olá leitores.
No meu último texto, que foi publicado há muitos dias, eu terminei comprando guache para uma atividade acadêmica. E não contei o que aconteceu depois.
Mas destacando o principal do que houve. Fui ao meu antigo colégio de ensino médio com três colegas da turma atual. Para colher impressões plantares. Que é como a impressão digital, só que do pé. De trinta alunos. Quinze meninos e quinze meninas.
Fatos mais relevantes. Meu antigo colégio é um lugar agradável onde eu tive que conviver com pessoas desagradáveis. Grande parte do que fazia o ambiente ser horrível era a adultização de quase todas as meninas e alguns meninos. Você nunca via duas meninas conversando sobre assuntos infantis. Adolescente é uma pessoa que normalmente oscila entre o infantil e o adulto. Alguns assuntos infantis e alguns adultos é normal, mas não era o acontecido. Ficar perto de uma conversa feminina era ouvir códigos, ou pior, ouvir falas sobre ceder ou não ao assédio de adultos.
Nessa visita eu, pela primeira vez em minha vida, ouvi uma menina conversando com um menino sobre número de ocorrências. Ocorrência é como a gente chama uma convocação para ir à coordenação se explicar sobre alguma indisciplina leve. Eu fiquei realmente emocionado com a cena, as meninas da época que eu estudei já estavam muito maduras para isso. Há inúmeras desculpas de que meninas amadurecem mais rápido. Pode até ser que exista alguma maturação natural, mas não era o que ocorria. Aquilo era o que hoje a gente sabe que existe e conhece pelo termo de adultização, termo que o Felca tornou viral. O que significa que essa desgraça pode até não contaminar mais meu antigo colégio, mas ainda está por aí fazendo vítimas.
Essa visita foi na sexta. No domingo, dia principal de escrita, eu estava preocupado com a apresentação de um trabalho. Que terminou sendo sobre patriarcado histórico. Em dado momento eu quis comparar o uniforme escolar feminino dos anos oitenta com o mais atual. A professora disse que não sabia nada de Japão além do fato de que as putas se vestiam com uniforme escolar. Eu reagi de forma enérgica a essa fala, mas isso encerrou qualquer tentativa minha de compartilhar algo de útil. Depois disso eu adoeci, e só fiquei completamente recuperado ontem, sábado.
Sobre esportes. Logo depois de eu ouvir Clóvis de Barros Filho dizendo que as pessoas chegam a uma vida boa através de algo. O Tio Patinhas precisa tomar banho no dinheiro, o povo do TikTok precisa comprar coisas caras, mas nós podemos escolher algo barato. Eu comecei a pensar como assistir esporte era importante para mim. Terminei postando um storie comemorando o Knicks de Manhattan fazendo três a um na série final. E recebi a informação de um seguidor de que os jogadores eram ricos. Na verdade ele estava querendo dizer que, como eu estava na miséria, não tinha direito de me alegrar. Eu dei uma resposta polida e isolei para as próximas mensagens dele caírem na caixa "outros", que eu não tenho intenção de verificar nos próximos quatro anos.
Hoje de madrugada eu estava acompanhando os Knicks só pelo placar. Na esperança de assistir ao jogo depois. Adormeci. Estava cansado do jogo do Brasil na Copa. Vi que tínhamos ganho o título depois de 53 anos. Fui tentar assistir e tinha saído do ar. Parece que o contrato era só enquanto durassem as finais. Mas tudo bem. Assisti ao resumo.
Ainda faltam várias avaliações para minhas aulas acabarem. Quero lutar judô nas férias. Em uma competição federada, mas isso como de costume depende de um monte de coisas, incluindo, mas não se resumindo, ao apoio de meus leitores.
Até.

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