20260517
Crato, 17 de maio de 2026. (Domingo.)
Olá, leitores.
Ontem, depois de me banquetear para celebrar meu aniversário, cheguei a pesar 98,0 quilos. Encerrando o dia, iniciei minha dieta, em preparação para lutar dia 18 de julho. Já na manhã de hoje, saí cedo e me pesei: estava com 96,4 quilos. Depois fui treinar barras, já perto de onde eu pratico judô, depois de subir a ladeira mais íngreme da cidade.
As ajudas que eu recebi por ocasião de meu aniversário permitiram que eu desse um respiro, mas, para eu efetivamente lutar daqui a dois meses, mais ajudas precisarão aparecer.
Na cultura pop, um aniversário terminado em algarismo zero seria o momento de relembrar toda a vida. Mas, como eu já fiz isso cinco anos atrás, ontem e nesse mês todo eu tenho recordado apenas, ou de forma mais focada, esse período desde que eu li o protagonista do quadrinho Nagatoro lutando judô e tomando um wazari, em maio de 2021. Eu me movi um pouco.
Chego à conclusão hoje que pensar a longo prazo traz mudanças a médio prazo, pensar a curto prazo só traz mudança para pior.
Faz algumas semanas que eu organizei minha prática e estudos para funcionarem de maneira holística, uma coisa faz eu me mover em várias. Para isso acontecer, é preciso prestar atenção em uma coisa de cada vez. Parece contraditório, mas não é. Exemplo que eu vi meu irmão e apoiador compartilhando: dar figurinhas para a criança aprender economia. É uma bela maneira de estragar a diversão e não aprender nada. Já brincar por brincar termina ensinando alguma coisa.
Essa semana eu entrei em debate com meu professor de atletismo e meus colegas de turma sobre isso. Eles defendem que você tem que botar um jogo para as crianças aprenderem tomada de decisão, análise tática, estratégica e não sei mais o quê. Eu penso que o jogo tem que ser só o jogo. Com ajuda do Gemini eu coloquei isso por escrito de um jeito tão elegante que não serve para publicar, antes de publicar é preciso deixar mais humano, mas gerou um documento que me deixou muito orgulhoso. E o mesmo professor de atletismo deixou eu demonstrar Meu Fliperama em aula quinta-feira. Fizeram muitas críticas infundadas, mas isso não me incomodou. Eles estão predispostos a achar que a fila para esperar sua vez é sempre ruim. Ou, como eles falam, um defeito pedagógico, mas não é.
Mas o mais importante dessa semana na Universidade aconteceu sexta-feira. Depois de apresentarmos uma esquete chamada Cinderela Surda, encerramos a disciplina de Libras. E, com isso, eu volto a poder prestar atenção nos alunos com deficiência visual, que são meu maior foco de interesse. Há algumas semanas, para a primeira avaliação, tive a oportunidade de apresentar uma esquete sobre judocas surdos. Isso foi muito bom, mas um pouco fora do que eu preciso estudar. Agora essa etapa passou. Posso me voltar para a disciplina de Educação Física Adaptada e para práticas em escolas, quem sabe com algum aluno com deficiência visual. É preciso procurar, mas há essa esperança. O meu Judô no Escuro não estava parado, mas estava passando por um trecho curricular um pouco lateralizado.
Faz muito tempo que eu me interesso por lugares de convivência. Tavernas, como eu chamava. Mas recentemente, enquanto ouvia o Doutor dos Quadrinhos da Sarjeta falando sobre os fliperamas, descobri que existe um termo para esses lugares: Third Places. Terceiros lugares. Descobri que existem muitos estudiosos defendendo a importância desses lugares, mas com uma urgência que eu não tinha percebido. Eles dizem que sem lugares de convivência a humanidade pode se isolar em bolhas de intolerância que vão mergulhar o mundo em autoritarismo.
A gente tem que jogar por jogar, mas, se der para barrar o avanço do autoritarismo enquanto faz isso, muito melhor. No dia 2 de maio eu fui com uma extensão chamada URCA nas Comunidades ao chamado Sítio Fundão. Eu já tinha ido lá antes. Mas, acompanhado de um professor que entende muito de trilha, eu aprendi demais! Eu via o povo do Twitter, aquele antro de preguiça, falando mal das trilhas, então eu achava que era tipo uma marcha militar. Andando sem parar. Mas não. As trilhas educativas têm longas paradas, é muito mais leve que andar pela cidade para resolver coisas. E algo interessante que eu notei: dentro do Sítio Fundão tem um lugar chamado Casa de Taipa, um lugar com bebedouro e banheiro. É um Third Place perfeito. Dia 5 de junho pretendo ir lá de novo, e estou preparando um jogo de mesa para jogar lá: "1984 Fight"! Eu só não vou se houver algum contratempo, ou surgir convite para uma trilha em outro lugar.
É isso. Continuo celebrando meu aniversário até o dia 31 e aceitando presentes. Estou me preparando para trilhar e jogar RPG dia 5 de junho, e para lutar judô dia 18 de julho.
Até.

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