20260315

        Crato, 14 de março de 2026. (Sábado)








        Olá, leitores.




        Hoje de manhã acordei com uma grande vontade de digitar. Mas minha instalação elétrica colapsou. Meu computador não funciona mais em minha casa.
    Quando a Quaresma ia começar, como sempre os padres começaram a falar sobre escolher uma penitência. Eu pensei que, como vivo perto da linha da pobreza, ou abaixo, sei lá, a penitência ia aparecer sem eu precisar escolher. Dito e feito. Ficar sem eletricidade em casa, nesse momento, está sendo bem ruim. Mas talvez a Páscoa traga noites menos escuras.



            Pix: diegosergioadv@gmail.com




            No meu último texto eu contei da minha volta aos coletivos de futsal depois de vinte anos. Na aula de futsal seguinte meu professor não pôde ficar, só fez a chamada, pediu desculpas e foi embora. Ele dá aula na minha Universidade como lazer.

            É assim. Ele passou em um concurso para professor efetivo de minha Universidade. Mas como o Governo do Estado do Ceará despreza nosso curso, ele faz o concurso e não chama os aprovados. Prefere ficar abrindo edital para temporário. Esse professor passou para temporário também. Ele não precisa desse trabalho, mas decidiu vir para ver como nossa Universidade é. Mas é isso. Ele trata como última prioridade, e está certo. A antiga professora de futsal também era temporária. Altamente elogiada pelos alunos e colegas. Eu ando pelo Campus e escuto elogios a ela o tempo todo. Mas claro que, na primeira oportunidade, ela meteu o pé e foi embora. Nenhum professor se dedica de verdade a um cargo temporário. Isso é óbvio. O Governo sabe disso. E não se importa.

            Mas ontem houve aula de futsal. Começou com uma conversa sobre o projeto prático que temos que fazer para se formar. Precisamos fazer dezesseis projetos desses. Eu fiz dois já. Em resumo, ele disse que, como meus colegas do quarto semestre já estão organizando um campeonato de vôlei, ele não vai deixar a gente organizar um de futsal também. Isso iria sobrecarregar a turma e chover no molhado. Mas aí ficou discutindo sobre que tipo de práticas mais simples poderíamos fazer no lugar do campeonato.

            Depois fomos para a quadra. Houve alguns treinos de condução e passe de bola. Depois o coletivo. Meninos e meninas misturados. Ou você joga na defesa ou no ataque. Não pode atravessar de um lado para o outro da quadra. Não tem goleiro, mas você só pode chutar a gol de dentro da pequena área.

            Eu comecei na defesa junto com um menino e uma menina. No ataque tinha dois meninos e duas meninas. O outro time estava com uma formação similar. Os dois melhores no ataque deles começaram atacando. Me perguntaram onde eu era melhor. Eu respondi que era fixo.

            Eu fiz muitos desarmes. O atacante deles desistiu de tentar passar por mim, passou a fugir da marcação. Meu time fez dois gols e não levou nenhum.

            Depois a defesa passou para o ataque. Três atacantes viraram defesa.

        Eu conseguia passar a bola para as meninas com certa facilidade, mas elas tinham grande dificuldade de passar a bola depois. Mesmo assim, fiquei perto do meio da quadra. Fiz um desarme, passei a bola para uma menina. O menino do meu time foi buscar a bola no pé dela e fez o terceiro gol.

            Com muita dificuldade o time adversário fez um gol, deixando 3 a 1.

            Faltando dois minutos para acabar, um dos que estava na defesa virou atacante, desrespeitando a regra, e fez um segundo gol. Fomos reclamar com o professor. Ele encerrou o jogo. Meu colega de posição ficou gritando: 3 a 2. 3 a 2. Eu saí da quadra com muita raiva. Um leitor perguntou como tinha sido o jogo. Eu disse que tinham roubado.

                Fui para casa com raiva.

            Tomei banho. Joguei videogame. Voltei para a Universidade para jantar. Voltei para meu computador. Sentei. Estava mexendo não sei no quê. Quando comecei a pensar. Contar os gols. Só nesse momento, várias horas depois da aula acabar, notei que tinha ganho o coletivo. O gol roubado deixou o placar em 3 a 2. Meu lado ainda venceu. Mas a trapaça me irritou tanto que nem reparei que tinha vencido. Não na hora que acabou.




            Crato, 15 de março de 2026. (Domingo)




            Hoje é o aniversário da minha irmã. Passei o dia todo pensando em algo para escrever para ela, mas nada me ocorreu. Mandei uma mensagem pedindo para escrever outro dia.

            Vou tentar postar esse texto antes do dia acabar, para o caso de alguém querer ir no perfil dela dar os parabéns. Ela é uma artista, tem um perfil público. Mas se você estiver lendo depois do dia 15 acabar, vá lá mesmo assim. Mas volte para o texto, ainda não acabou.




            Instagram da minha irmã.




        Ontem foi dia do jogo das Vancouver GoldenEyes. Essa oportunidade de torcer para um time assistindo aos jogos é única na minha vida. O Vasco está jogando contra o Cruzeiro agora. Mas sei lá onde está passando. Quando estou com muita vontade de acompanhar, o que é raro, procuro uma transmissão por rádio. Não é o caso hoje.

            Dia de jogo das Vancouver me deixa realmente muito contente. Mas depois que acabou tive que encarar a realidade. De que a Universidade vai fechar por sete dias seguidos. Portanto o Restaurante também vai fechar. O que é uma boa oportunidade para descansar, mas também é uma boa oportunidade para passar fome.

            Vou contar algumas experiências com judô que ficaram para trás e outras que são mais recentes.

            Então. No dia 24 de janeiro desse ano, um sábado, eu estava em um Liceu em Caldeirão Grande, no Piauí. O diretor técnico da minha equipe de judô misturou as equipes e anunciou que ia ter uma aula de luta greco-romana com o professor que serve como policial militar no Juazeiro do Norte e tem um projeto de judô. Eu viajei para o Piauí no ônibus que ele locou. Havia cinquenta assentos e cinquenta passageiros.

            Logo depois desse anúncio eu cheguei para esse professor policial e perguntei: sem gi, Sensei? Ele respondeu que bastava a calça. Isso foi dito em voz alta. Mas eu terminei vestindo uma roupa de educação física mais curta.

            De relevante. Ele deu uma introdução esportiva que seguiu tudo que consta nos manuais de Metodologia de ensino de um esporte. Explicações históricas breves. Jogos pré-desportivos. Com intenção de fazer uma disputa esportiva ainda naquela manhã. Eu fui seguindo a aula, mas chegou um ponto em que eu percebi que, se ficasse até o fim, não ia conseguir participar da aula seguinte. Me sentei na arquibancada. Uma colega judoca veio me chamar para dizer que os que não estavam na aula podiam almoçar logo para liberar espaço. Eu almocei e voltei para ficar olhando a aula. Fiquei impressionado com os que tinham minha idade indo até o fim da aula. Fiquei me perguntando se eu era fraco ou eles eram feitos de aço. Na aula seguinte, quando eles não conseguiram se levantar para ir para a aula seguinte, eu percebi que nem uma coisa nem outra. Eles deram tudo de si e se acabaram. Eu guardei fichas para gastar na aula seguinte.

            Teve mais coisas naquele fim de semana, mas por hoje conto que me despedi de minha equipe no dia seguinte, e só fui encontrá-los novamente, cinco deles, no dia 28 de fevereiro. Um sábado.

        Estou sem cabeça para contar fatos recentes. Meu membro superior direito está machucado nas três partes: mão, antebraço e braço. Ontem não senti, hoje está incomodando. Fui à missa. Um evangelho grande, com um interrogatório. Vou revisar, editar e publicar logo. Amanhã tenho coisas para fazer.




            Até.




            PS: O tatame da academia onde eu treino agora está maior e não está mais escondido. Você pode ir lá e dar uma olhada na gente lutando. O único horário para adultos é sete da noite, nas terças e quintas. Mas, se houver interesse, novos horários podem surgir.

            Ontem eu fui olhar quanto está um quimono de judô. Em japonês inglesado se chama judogi. E o mais simples custa 250 reais. Numa lojinha perto do camelódromo. Depois daquela ponte com a placa “Bem-vindo ao Crato”. Tinha uma família comprando um quimono de judô azul para a filha quando eu passei lá ontem. Mas, se você for comprar, compre branco. O azul muda de cor a cada lavada, fica uma arrumação. E só esconde a sujeira. Se não lavar, fica imundo tanto quanto o branco. A loja dos quimonos divide no cartão com juros.




          

         

Quadriga 




Represento a Dojo Solo

Pratico judô e sou atualmente 2º kyu (faixa roxa). 
Para conseguir a faixa preta, vou ter que desembolsar uma grande quantia em dinheiro. De fevereiro a agosto do ano que vem, algo em torno de dois mil e quinhentos reais. 
Dividi a taxa de exame em três vezes no cartão. 
Dividi parte do gasto com a viagem para o Piauí em três vezes no cartão também.
Treino na Formas Fit.
A mensalidade das aulas de judô custa setenta reais.
Estou treinando para lutar em Palhano dia 2 de maio;


Curso Educação Física na URCA.
       Estou planejando um projeto de judô inclusivo chamado Judô no Escuro. Pretendo ir contando mais com o passar do tempo.

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