Crato, 22 de fevereiro de 2026 (domingo)
Olá, leitores.
Agora há pouco estive na missa do primeiro domingo da Quaresma. Dia de leituras sobre pecado, muito interessantes.
Na saída para a missa, perguntei à Alexa quanto estava o jogo do Vasco, e ela disse que o Vasco estava perdendo de 1 a 0. Agora soube que terminou assim. Não sei se o estadual já acabou com esse resultado. Se sim, pelo menos eles vão poder se dedicar apenas ao campeonato nacional.
Vou resumir o que pretendo escrever; no final, encerro dizendo se consegui ou não.
Quero primeiro resumir o que aconteceu de quarta até hoje, já que no último texto que publiquei contei como foi minha terça-feira de Carnaval.
Depois quero contar como foi minha chegada ao Piauí, dia 24 de janeiro, um sábado.
E, para encerrar, queria falar das coisas que assisti ou joguei no fim de semana. Mas antes, um comentário logístico.
Preciso pagar uma conta esta semana, ou a eletricidade será cortada, e sem eletricidade ficará mais difícil escrever o próximo texto.
Pix: diegosergioadv@gmail.com
Quarta-feira, fui para a missa às sete da manhã. Mas, chegando lá, a missa já estava acabando: tinha começado às seis e meia. Fiquei esperando a bênção do Santíssimo; isso foi no Santuário de São Vicente. Depois voltei para casa e fui para a missa na Sé, às nove da manhã.
Meu jejum foi bem leve, mas mesmo assim foi suficiente para eu não conseguir fazer nada de lúdico.
Quinta-feira, teve aula de atletismo. Foi sobre pedagogia do esporte: como ensinar crianças. Basta pegar uma modalidade plena, decompor em submodalidades pré-desportivas, preparar planos de aula lúdicos e, depois, aos poucos, ir transferindo as crianças da prática pré-desportiva para a prática esportiva plena.
Depois, era para ter aula de Política. O funcionário nem foi nem mandou recado. Meus colegas — oito deles, uma mulher e sete homens — ficaram jogando Free Fire em modo squad, quatro contra quatro.
Eu fiquei folheando livros de RPG no aplicativo Kindle.
Depois de um tempo, quem morava no Crato foi embora. Quem não mora no Crato ficou esperando o ônibus para ir para casa.
Eu ainda voltei à Universidade para jantar.
Antes disso, assisti a boa parte da decisão do ouro no hóquei feminino. O time que eu queria que ganhasse, num momento em que ficou com uma jogadora a menos, fez 1 a 0. Mas, faltando três minutos para acabar, o time que eu queria que perdesse tirou a goleira e empatou. Fui jantar sem saber o resultado.
No judô, consegui fazer a parte técnica, mas pedi para não fazer a parte mais física. Acho que estava cansado de assistir hóquei: é tão intenso que cansa só de assistir. Quando voltei para casa, fui olhar as notificações e vi o resultado. O time que eu queria que perdesse virou o jogo para 2 a 1, na morte súbita, e ganhou a medalha de ouro.
Sexta-feira, com muita dificuldade, cheguei à Universidade às sete e meia. Não tinha ninguém. Fui à Faculdade de Pedagogia acessar a internet e vi um aviso de que a aula só começaria às oito e meia. Começou às oito e cinquenta. Falei meu nome em Libras e fui liberado.
Fui correndo para o ginásio procurar a aula de ginástica, mas não vi ninguém. Fui para casa.
Depois voltei à Universidade para almoçar e participar da aula de futsal. O professor disse que esperava que essa disciplina fosse um alívio. Explicou que a prática poderia ser sair por aí analisando o mercado. Havia outras opções, mas essa me chamou mais atenção. Depois fomos liberados. Eu fui dormir. Mais tarde, jantei e fui para casa.
Lazer.
Depois de pensar sobre o que é lazer, consegui organizar meu tempo livre muito melhor do que vinha fazendo há muitos anos. No final do texto conto sobre o que joguei e assisti neste fim de semana.
Piauí.
Nosso ônibus chegou ao município de Caldeirão Grande pouco antes das sete e meia da manhã, horário em que estava marcado para acontecer o café da manhã. Vi meu diretor técnico em uma pequena moto, sinalizando para o nosso motorista. No ônibus, além do motorista e do dono, havia cinquenta passageiros.
Eu, meu professor de judô e dois colegas formávamos a delegação do Crato. Não foi ninguém do Crato além de nós quatro.
Para quem não lembra, esses três parceiros e todos os outros judocas da academia onde treino não são da minha equipe. Eu sou um intercambista. Já o pessoal de Caldeirão Grande faz parte da mesma equipe que eu. Então eu estava indo conhecer um dos polos da minha equipe.
Além dos quatro do Crato, havia outros quarenta e seis passageiros, todos de Juazeiro do Norte. Eles são do projeto do Batalhão da Polícia Militar: Guerreiro Cariri. Todos esses quarenta e seis pertencem à Associação Washi no Tsume. Eu pertenço ao Dojo Solo, assim como os judocas de Caldeirão Grande.
Quando o ônibus parou, fui o primeiro a descer. Cumprimentei meus dirigentes: o diretor técnico e a presidente.
Fomos recebidos pelos jovens do projeto de Caldeirão Grande, que mostraram onde eu podia colocar minha bagagem. Nenhuma outra delegação havia chegado além de nós.
Fiquei sentado em uma mesa com meus três parceiros do Crato, quando vi chegar o pessoal de Iguatu: cinco pessoas. Fiquei preocupado. Só cinco? Cadê o resto do povo?
No próximo texto, continuo essa história.
Sobre o que joguei.
Desde terça-feira eu não conseguia jogar videogame. Teve o jejum da quarta-feira e dois dias de aula. Mas, no sábado, joguei bastante, para os meus padrões. Gastei 32 fichas no Street Fighter Alpha 2. Joguei um pouco de Tetris e testei um jogo chamado Mario Bros, de 1983.
Fiquei pensando que, quando conseguir meu trabalho como professor de Educação Física, vou comprar um Famicom/NES. Será meu primeiro videogame. Ele tem seus méritos. Um clone hoje custa menos de trezentos reais, mas não tenho como comprar agora.
Sobre o que assisti.
CazéTV.
Não tive tempo de elaborar muito, mas acredito que grande parte do mérito do Brasil ter ganhado a medalha de ouro nos Jogos de Inverno de 2026 seja de um cara chamado Cazemiro Miguel. Ele fez o povão assistir aos Jogos Olímpicos. Sem essa massa de torcedores, o Lucas não teria vindo representar o Brasil. Isso me incentivou a dar uma olhada no conteúdo do Cazemiro. Valeu a pena, mas hoje não tenho nada específico a destacar.
Samurai Jack.
Assisti parte de um vídeo do Quadrinhos na Sarjeta e, por isso, me incentivei a assistir a um episódio de Samurai Jack. Muito bom! Hoje não tenho muito o que falar, mas, claro, ainda pretendo escrever sobre.
Globo Rural.
Depois de jogar videogame até cansar no sábado, pensei: e agora? O que posso fazer? Veio a ideia de assistir ao melhor programa da televisão brasileira. Assisti ao do domingo anterior.
Teve um criador de cabras que trocou a moto por seis cabras, saía de bicicleta catando forragem, e hoje é um criador campeão.
Teve uma reportagem sobre a música Romaria.
E repetiram uma reportagem sobre a doença vassoura-de-bruxa da mandioca, no Amapá.
No final da reportagem, foram visitar um agricultor que estava tentando desenvolver uma variante resistente à doença, com uma pequena estufa. Ele contava com a ajuda de agrônomos formados.
Mas a fala dele foi muito forte.
Ele explicou que estava sobrevivendo com plantação de subsistência e plantando melancia para vender. O repórter perguntou: “A melancia substitui a mandioca?” Ele respondeu: “Não. A melancia, assim que a gente colhe, tem que sair para vender, no preço que estiver, senão estraga. A mandioca, a gente faz farinha, guarda, espera.” Depois disso, começou a chorar.
Farinha é poder. Uma civilização começa descobrindo uma farinha. Nossos ancestrais da América não chegaram plenamente a esse ponto porque foram invadidos por uma civilização mais violenta. Mesmo assim, a farinha continua sendo a chave da dignidade para uma imensidão de brasileiros, lusófonos ou falantes de outras línguas nativas — os chamados indígenas, embora essa palavra seja imprecisa.
Esse agricultor que chorou, esse cientista — porque é isso que ele está sendo, com aquela estufa e com aquela roça-laboratório — é o tipo de cientista que eu quero ser. Que todo mundo deveria querer ser. Que busca resolver problemas reais.
A reportagem era do ano passado, mas foi repetida para, no final, mostrar imagens recentes da roça-laboratório. A plantação está sobrevivendo, mesmo em um local contaminado por uma praga terrível.
Encerrando.
É isso. Foram dois dias letivos difíceis e um fim de semana muito denso. Espero continuar contando para vocês essas experiências. Mas, para isso, preciso de eletricidade.
Até. Espero.
Pix: diegosergioadv@gmail.com
PS: A professora de Filosofia quer que levemos livros amanhã. Estou pensando em levar meu livro de RPG.
Pratico judô e sou atualmente 2º kyu (faixa roxa).
Para conseguir a faixa preta, vou ter que desembolsar uma grande quantia em dinheiro. De fevereiro a agosto do ano que vem, algo em torno de dois mil e quinhentos reais.
Dividi a taxa de exame em três vezes no cartão.
Dividi parte do gasto com a viagem para o Piauí em três vezes no cartão também.
A mensalidade das aulas de judô custa setenta reais.
Estou treinando para lutar em Palhano dia 2 de maio;
Curso Educação Física na URCA.
Estou planejando um projeto de judô inclusivo chamado Judô no Escuro. Pretendo ir contando mais com o passar do tempo.
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