20260215
Crato, 15 de fevereiro de 2026. (domingo)
Olá, leitores.
Quero contar como foram meu sábado e meu domingo de Carnaval. Mas, antes, queria falar um pouco da primeira medalha de ouro do Brasil em Jogos Olímpicos de Inverno.
Ela saiu ontem. E a primeira coisa que eu gostaria de explicar, lembrando que sou advogado, é: esse rapaz é brasileiro. Esse que ganhou a medalha. Isso não é uma questão de opinião, de “eu acho que ele não é”. Quem acha que ele não é brasileiro está equivocado. Simples assim.
Outra questão: “o Brasil não tem nem um mérito, foi uma medalha que caiu no nosso colo de graça”. Isso também não é verdade. Para esse rapaz largar a federação da Noruega e vir para a federação brasileira — ou confederação, que é como chamamos nossas federações nacionais — é porque a brasileira foi uma opção melhor.
Eu, nesses textos, estou sempre denunciando federações corruptas, mas entendam: eu denuncio federações do mundo todo. Não fico nessa ideia vira-lata de achar que só no Brasil existe gente corrupta e vagabunda. Isso é do ser humano. Tem aqui e tem na Noruega. Mas qual é a diferença?
Federações pequenas atraem gente honesta e trabalhadora. Federações grandes atraem tudo o que não presta. E é assim que uma federação gigante como a norueguesa trata mal um atleta promissor como o Lucas, e uma federação pequena como a brasileira o acolhe e dá as condições para ele ser campeão olímpico.
Tenho certeza de que a Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN) está hoje cheia de gente honesta e trabalhadora, porque é pequena. Mas agora, com um ouro olímpico conquistado, virou mira de todo tipo de gente sem vergonha. Pode ser questão de tempo para ela virar um covil de ladrões igual à CBF. Esperamos que não. Mas é a previsão.
Parabéns, Lucas Pinheiro!
Sábado de Carnaval
Comecei o dia publicando um texto, que contava minha semana na universidade e minha vivência no judô, além de relatar que eu estava sem comida e sem dinheiro. Bem: eu sobrevivi ao sábado e ao domingo, graças a Deus e a algumas pessoas. Obrigado! Mas ainda faltam três dias para o Restaurante Universitário abrir, e ainda não consegui o dinheiro para pagar o boleto da quarta-feira.
Eu normalmente treinaria em um sábado, mas, com a comida racionada, só fiquei em casa. Assisti aos quatro jogos das quartas de final do hóquei no gelo feminino e trabalhei pesado em planos de aula de judô.
Desde Tóquio 2020 que eu só acompanho um esporte por Jogos: judô no verão e agora hóquei feminino no inverno. Fiquei feliz com a medalha de ouro do brasileiro, mas me enfureci ao ver que não houve transmissão da primeira descida. Não sei de quem foi o erro. Tanto a transmissão da CazéTV quanto a do GE TV começaram depois de o Lucas já ter feito a primeira e mais importante descida. Depois de ver que não tinha o começo, terminei não assistindo mais nada, mas li notícias.
Digo: não assisti mais nada do slalom gigante. O hóquei eu continuei assistindo. Assisti a três jogos. Um jogo de hóquei tem uma hora de bola rolando. Quando estava assistindo ao quarto, deu sono e fui dormir.
Domingo
A providência trouxe comida. Senti-me seguro para sair e treinar, em jejum, mas voltei quando a fome bateu. Aí assisti ao resto do jogo que faltava. Foi Finlândia e Suíça. Eu estava assistindo achando que um time tinha ganho, mas quem ganhou foi o outro.
Antes de ir à missa, decidi virar torcedor das Vancouver Goldeneyes, um time que acabou de ser fundado. Sou praticamente um torcedor fundador.
Vi que o Vasco precisou ir para os pênaltis para passar de fase no Carioca. Uma vergonha.
Fui à missa em São Vicente porque achei que não teria na Sé.
E agora estou aqui.
Até.
Pix: diegosergioadv@gmail.com

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