20250214

            Crato, 14 de fevereiro de 2025 (sábado).








        Hoje fomos para a aula de Libras, às sete e meia da manhã! Lembrei do professor de Política dizendo: “Em um país de primeiro mundo não existe aula começando antes das oito horas da manhã, nunca, jamais. Isso é precariedade. É necessidade de usar a mesma praça para vários turnos de alunos, em uma lógica de fábrica.”

        Pois foi. E agora surgiu mais uma esculhambação. Não querem dar as chaves aos alunos. Sei lá de quem veio essa ordem, porque a gente da Educação Física nem tem sala de aula. Mas agora a gente fica no corredor esperando a sala abrir, e os alunos dos outros cursos ficam passando e mangando da gente. Mas minha professora de Filosofia disse que “eu vou me apaixonar pelo curso com o passar do tempo”. Vou sim, professora, mas pelo menos se sente esperando isso. Esperar em pé vai cansar demais.

        E a culpa dessas coisas acontecerem é do próprio curso de Educação Física, alunos e professores. Essa palhaçada de culpar os outros cursos é que prende a gente nessa humilhação. Enquanto a gente achar que a culpa é da Medicina, da Enfermagem, da História, das Ciências Sociais, vamos continuar sendo alvo de escárnio. A ideia de que se humilhar em universidade traz benefício é falsa. Quem se abaixa em universidade vira tapete. Capacho é pisado, só isso mesmo, não ganha nada.

        Chega. Eu tenho as soluções para esse problema, mas ninguém de lá vai escutar, então não vou incomodar vocês também. Hoje é sábado de carnaval. Tem um boleto para eu pagar com a data de hoje. Em parte é bom, porque, como os bancos só voltam na quarta-feira de cinzas à tarde, eu só preciso pagar na quarta-feira de cinzas à tarde. Por outro lado, é ruim. Fica mais difícil conseguir o dinheiro.

        Eu vou deixar o texto falando do Piauí para divulgar dia 23 de fevereiro, que é a próxima segunda-feira útil. E até lá vou falar do meu cotidiano mesmo. Pretendo postar texto sobre todos os dias do carnaval, começando com esse sobre a sexta-feira. O carnaval, para mim, é principalmente cinco dias sem restaurante universitário. Só de falar isso já sinto fome. Calma. Vou tentar falar de coisas boas também. Não vão embora. Mas agora vou deixar o Pix, caso uma boa alma queira me ajudar a sobreviver a esses cinco dias.




            Pix: diegosergioadv@gmail.com




            Desculpa, esqueci de dizer que hoje não teve aula. Foi só espera no corredor mesmo. A funcionária que é paga para ministrar aula não veio, mesmo tendo avisado ontem à tarde que viria. Eu, todo contente, disse: “Pelo menos vamos poder ir para a aula de Ginástica do primeiro semestre, que vai começar às oito e vinte.” Minha colega, que também queria ir para essa aula, disse: “Não, os calouros foram dispensados hoje. Não vai ter aula.”


           KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK


        Desculpa. Agora vou deixar essas coisas de lado mesmo, pode continuar lendo.




            Segunda-feira.




        Eu publiquei um texto em que falo um pouco mais sobre a viagem para o Piauí, basicamente a noite e madrugada de embarque, e algumas explicações sobre algumas modalidades esportivas.

            De manhã, eu fui a um colégio. Na verdade, foi a uma escola. Qual a diferença? Acho que o colégio tem quadra anexa e a escola não.

            Falei com a coordenadora. Ela disse para voltar depois e falar com o diretor.

        De tarde, teve aula de Bases Filosóficas. Eu cheguei na Universidade perto de uma da tarde. Fiquei lá até umas oito da noite, porque ainda fui para a extensão de capoeira. Meu orientador disse para voltar na quinta para falar sobre judô.





            Terça-feira.




      Eu voltei lá na escola. Falei com o diretor. Cheguei na universidade de novo pouco antes de uma da tarde, parecendo um cangaceiro, com meu quimono amarrado do lado de fora da mochila. Minha mochila é muito boa, mas é pequena. Não cabe o material de aula teórica e o quimono.

            Aí participei da aula de Aprendizado Motor. Depois jantei e fui para a academia, para o judô. Tomei banho, vesti o quimono, esperei os alunos e o professor. Participei da prática. Avisei que não ia poder ir na quinta. Pedi para ir na sexta. O professor, dono da academia, permitiu.





            Quarta-feira.




            Cheguei na Universidade às oito e meia da manhã para aula teórica de Atletismo. Depois fui para casa. Cheguei perto de uma da tarde, almocei, depois fui para a aula de Aprendizado Motor, jantei, e depois fiquei esperando minha senpai. Normalmente eu iria para a missa, mas eu precisei ficar na Universidade.





            Quinta-feira.




            Cheguei na Universidade às oito e vinte, debaixo de chuva. A funcionária que guarda as chaves não quis se molhar. Ficamos esperando a chuva passar para ela poder vir com a chave e abrir a sala sem se molhar. Ela chegou perto das dez da manhã. Tivemos só uma hora de aula, ao invés das previstas duas horas e meia.

            Depois almocei e fui para casa. Voltei para a Universidade às três e meia para a aula de Aprendizado Motor. Depois jantei. Depois tive uma reunião com meu orientador para falar sobre judô. Depois participei da extensão de capoeira. Fui embora pouco depois das oito da noite e dormi.





            Sexta-feira.




            Eu já contei como foi a manhã da sexta-feira lá no começo do texto, não é?

            Depois de esperar a funcionária contratada para ministrar aula de Libras e ela não vir, eu almocei. Eu estava com meu quimono dentro de uma bolsa de compras ecológica. Amarrar o quimono por fora da mochila dá um certo trabalho, e como a aula era às sete e meia da manhã, não dava tempo. E não dá certo deixar pronto na noite anterior, porque eu preciso guardar escova de dentes, toalha, sabonete, chinela, coisas que têm que ser guardadas antes de sair.

            Andar com o quimono amarrado na mochila é bem mais confortável do que carregando uma bolsa na mão, mas foi como a bagagem de hoje ficou.

            Depois do almoço fui para a academia, em parte para testar o horário do meio-dia. Estava tendo uma aula particular de muay thai. Claramente era para aproveitar a manhã da sexta de carnaval, não parecia um horário fixo.

        Eu fiquei na escada. Quando meu colega chegou, eu disse: “Estamos aqui para testar esse horário. Não importa se o tatame está ocupado. Mesmo que não consigamos usar o tatame hoje, isso servirá para provar que esse horário não é tão vago quanto pensávamos. Vamos fazer meia hora de aula teórica e depois vamos embora. Cada um faz sua prática individual.”

            Então ficamos na escada trabalhando na prancheta por vinte e cinco minutos. Quando saíram do tatame, colocamos o quimono e completamos a hora com prática. Tomei banho e fui para a Universidade. Não estava tendo aula de futsal.

            Outro professor me ofereceu uma bolsa de estudos. Eu expliquei que, como graduado, não posso receber bolsa, mas que ele poderia me chamar para trabalhar mesmo assim. Se não chocasse com meus horários de judô, eu participaria. Vi outros colegas envolvidos no projeto para o qual me chamaram. Todos eles vão receber bolsa.

            Eu fui para casa. Depois voltei à Universidade para jantar.

            Depois dormi das seis às dez da noite. Minha mãe veio ver se eu estava bem. Eu não tinha dado sinal. Depois eu vim aqui trabalhar nesse texto. E é isso. Meu texto de sábado sobre a sexta de carnaval e o resto da semana.

            Vou tentar publicar textos todos os dias, de hoje até a quinta-feira depois do carnaval. Espero conseguir sobreviver aos cinco dias de restaurante fechado e conseguir o dinheiro para pagar o boleto na quarta-feira.




Até amanhã, espero.




Pix: diegosergioadv@gmail.com



           

Quadriga 




Represento a Dojo Solo

Pratico judô e sou atualmente 2º kyu (faixa roxa). 
Para conseguir a faixa preta, vou ter que desembolsar uma grande quantia em dinheiro. De fevereiro a agosto do ano que vem, algo em torno de dois mil e quinhentos reais. 
Dividi a taxa de exame em três vezes no cartão. 
Dividi parte do gasto com a viagem para o Piauí em três vezes no cartão também.
Treino na Formas Fit.
A mensalidade das aulas de judô custa setenta reais.
Estou treinando para lutar em Palhano dia 2 de maio;


Curso Educação Física na URCA.
       Estou planejando um projeto de judô inclusivo chamado Judô no Escuro. Pretendo ir contando mais com o passar do tempo.

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