20260105

 Crato, 5 de janeiro de 2026. (Segunda-feira.)




PlayStation 2 só presta destravado. 



        Olá, leitores.




    No domingo da semana passada eu só consegui escrever uma linha. Aí, na segunda, desenvolvi um texto — mais sobre o que eu estava pensando do que sobre a semana. Ontem, nem uma linha eu consegui escrever. Estou redigindo um projeto de judô que está drenando muito da minha energia. Comecei logo depois da minha troca de faixa, que aconteceu no dia 26 de dezembro, uma sexta-feira. Está valendo a pena. Pelo menos a parte escrita vai sair, e está ficando boa.

    Depois de escrever esse parágrafo, eu tive que sair. Antes de escrever, fui ao posto de saúde perguntar sobre remédios para minha mãe. Depois fui almoçar. Daqui a pouco vou ter que sair de novo, mas vou tentar escrever um pouco mais.

        Sobre o que eu fiz desde a troca de faixa: ainda não tive com quem treinar em grupo, mas quase todos os dias saí para treinar sozinho. Fiz uma mistura de judô, ginástica e atletismo. Me senti chamado à área perto de uma reforma que estão fazendo próximo ao ginásio da universidade onde fica minha faculdade. Estão construindo um canal. Cavaram debaixo da avenida e colocaram vários daqueles canos gigantes. A terra perto do canal está movida pela chuva e parcialmente compactada. Treinar em um chão assim é pior do que no concreto, porque é duro, mas fragmentado. Fiquei com microlesões nos tornozelos. Vou evitar chão de terra até sarar.

        Passei a virada do ano com minha mãe.

    Sábado, assisti a um jogo dos Knicks, o time de basquete para o qual eu torço, que perdeu. Esse foi quase ao vivo, mas às vezes eu ficava para trás.

    Gravado, tenho assistido mais hóquei no gelo, principalmente feminino. Estou me encantando com algumas coisas. Por exemplo, quando uma jogadora está reclamando, a outra pode dar uma porrada na que está reclamando e derrubá-la no chão. A árbitra deixa.

        Também assisti a algumas poucas lutas de judô.

    Ontem acabou o Natal. Foi o Dia de Reis. Tem o cortejo do reisado aqui no Crato, que é muito interessante. Eu queria ir, mas, cansado de tanto trabalhar nesse projeto, peguei no sono e perdi a hora. Mas fui à missa na catedral.

    Depois, peguei no sono de novo. Fiquei acordando assim, aos pedaços. Fui dormir umas onze da noite. Acordei uma e meia. Aí pensei que podia ir para o computador trabalhar, mas peguei no sono de novo. Acordei de novo às três. Tentei despertar para trabalhar e adormeci de novo. Às quatro horas acordei mais uma vez, dessa vez depois de um sonho esquisito, em que eu estava numa sala com alguns colegas da minha primeira graduação e mais algum colega da infância. Dessa vez, não tentei ir para o computador. Fiz algumas coisas no tablet e dormi de novo!

        De manhã fiz o que eu já disse: fui ao posto, almocei, estou aqui, mas já vou sair. Além de escrever esse projeto, também ando lendo uma história em quadrinhos muito densa. Vou resumir sobre o que fala mais embaixo. Quem não gosta de saber os detalhes de uma história de vinte anos atrás, que não tem mais para vender nem está disponível em nenhuma plataforma digital, pode parar na despedida.

        Estou esperando um celular novo. Vai ser o melhor que eu já tive na vida. De alguma maneira, os celulares de entrada caíram de preço e subiram de qualidade. Vai ser um Samsung Galaxy A16. Custou 800 reais, dividido em doze vezes sem juros. Espero que os que me apoiam me ajudem a pagar e também me ajudem a viajar para o Piauí. Preciso mesmo ir lá este mês. Vai ser importante para minha jornada no judô. Ainda não fiz o exame de vista — outro gasto grande que virá.




        Pix: diegosergioadv@gmail.com




        Até.




PS: Para os que vão ler esta parte. Uns vinte anos atrás, eu tinha ouvido falar de um desenho animado chamado Lucky Star, que supostamente era sobre assunto nenhum e tinha uma abertura boba que não tinha nada a ver com a história do desenho — que, na verdade, não tinha história nenhuma. Conversando com o Chat não sei o que PT, terminei percebendo que o material original que deu origem ao desenho era muito mais denso. Continha um subtexto óbvio da comparação entre a pressão de cursar o ensino médio sendo pobre em um país pobre e a pressão de ser classe média em um país rico.

        Até agora, li cinco capítulos, e a obra me tocou porque me pegou em ainda mais detalhes. De forma resumida, o que eu pesquei nesses cinco capítulos: não está explícito, você tem que prestar atenção.

        A história é sobre duas irmãs gêmeas que foram separadas em turmas diferentes porque as pedagogas dizem que é o certo. Mas eu parei para entender se tem alguma base científica nisso, e aparentemente não tem. É só um jeito de a escola facilitar a gestão da própria escola. Aí elas sofrem muito com essa separação, porque não sabem se enturmar separadas. Mas o sofrimento delas não é explícito. Elas não tocam fogo na escola, não gritam, só sofrem. Quem lê sem prestar atenção nem nota.

        Uma das gêmeas termina se enturmando com uma colega viciada em jogos e desenhos — esse tipo de jovem chamado de otaku. Mas foi uma aproximação por sobra: uma sobrou porque não sabe se enturmar sem a irmã; a outra porque o vício em videogame e desenho animado te torna inevitavelmente antissocial. A outra irmã, que estuda em outra turma, capitalizou a situação e fica andando com a irmã e com essa otaku fora do horário de aula, sempre que pode.

        A otaku trata as pessoas como quem trata personagens de videogame. Fica fazendo testes bobos. Chega para uma gêmea e diz: “Eu hoje disse que era uma idiota e você concordou?”. A outra entra em pânico, porque tem muito medo de perder o vínculo.

        A otaku chega para a outra gêmea e diz: “Você está doente? Pois melhore para fazer a lição de casa que eu vou copiar”. A gêmea não quer dar a lição de casa para a outra copiar, mas também tem medo de perder o vínculo com a coisa mais parecida que ela tem com uma amiga, então cede.

        E assim vai. As gêmeas sofrem, aceitam esse vínculo disfuncional com essa outra, que também não amadurece, não muda. Continuam as três juntas. E, por enquanto, foi isso.

    Essas histórias muito densas geralmente têm algo de autobiográfico. É muito difícil inventar um drama assim; esse autor provavelmente viu de perto uma relação parecida com essa e a transpôs.

        Eu fico estudando esse quadrinho e comparando com o projeto que estou escrevendo. Isso está sendo muito útil, mas, como eu falei antes, muito cansativo.

        Até para quem leu até aqui. Espero terminar de digitar esse negócio e poder seguir para outra coisa.







Pix: diegosergioadv@gmail.com



            



Quadriga 




Represento a Dojô Solo

Pratico judô e  sou atualmente 2º kyu (faixa roxa). 
Dividi a taxa de exame em três vezes no cartão. 
Treino na Formas Fit
A mensalidade das aulas de judô custa setenta reais.
Estou treinando para lutar no primeiro campeonato do ano;

A Seletiva para os Brasileiros de 2026. 
Antes pretendo participar de um Campo de treinamento ou Retiro de Calor (Shotyu Geiko)
Nos dias 24 e 25 de Janeiro em Caldeirão Grande Piauí 
Curso Educação Física na URCA.
        Estou planejando um projeto de judô inclusivo chamado Judô no Escuro. Pretendo ir contando mais com o passar do tempo.

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