20251215

    

         Crato, 15 de dezembro de 2025. (segunda-feira)




Hoje tem Dandadan




        Sábado começou o que eu considero férias. Foi meu primeiro dia sem aulas obrigatórias na Universidade. Embora ainda tenha uma disciplina da qual não sabemos nossas notas, nem as do primeiro bimestre. Minha mãe se irritou bastante com esse encerramento em conta-gotas. As atividades vão se acabando aos poucos. Mas eu acho normal.
        Eu fui avisar meu irmão que estava de férias. Fiquei sabendo que ele estava no hospital com a esposa e o filho pequeno, que vai precisar passar por uma cirurgia na semana que vem. Me pareceu mais um susto, mas é preciso orarmos.
        Houve outras chateações no sábado, mas menos importantes.



            Segunda-feira.




        Nas segundas havia aulas de ginástica. Eram horríveis. Não tinham hora certa para começar nem para acabar. Eu odeio isso, mas odeio muito, muito, muito, em um nível que vocês nem devem entender. Uma das coisas com as quais eu não me dou no jiu-jitsu é isso. A não ser que seja numa academia com horário dividido com outras modalidades, nunca tem hora para acabar nem para começar. Isso me irrita muito.
    O professor às vezes fazia piada. “Esse povo que só chega atrasado.” Eu nunca cheguei atrasado. Para chegar atrasado era preciso ter uma hora de início preestabelecida. Isso nunca existiu. O professor queria que a gente chegasse cedo para ficar esperando a aula começar. Isso não é chegar na hora. É outra coisa. É prontidão de emergência em algo que não é urgente. É estresse extra desnecessário.
        Mas, apesar da experiência dessas aulas ter sido horrível, dizem que ginástica 2 vai ser pior. Talvez. Mas eu vivo um dia de cada vez. Certo é que, na segunda passada, na hora de sair para a ginástica, eu senti um vazio. Não foi falta daquela aula odiosa. Foi falta das minhas colegas do grupo da bola. A proximidade delas tornava aquela disciplina mais palatável. Eu decidi que ia treinar judô no horário, mas o treino não rendeu.







        No horário do almoço eu fui interagir com algumas pessoas da ginástica de quem estava sentindo falta. Uma das colegas do grupo, a monitora. Mas depois fui embora. Quando eu ia indo embora, vinha um colega de turma descendo a ladeira.
        Ele disse: “Vai ter aula. É para falar sobre a Prática como Componente Curricular. Você não vai?”
Eu pensei. Nessa hora a irritação de minha mãe me veio. Esse professor já tinha posto a nota no diário e eu já tinha passado. Ia ser difícil achar disposição para ir a uma aula de uma disciplina que eu já passei. Respondi ao colega: “Vou não.” E subi a ladeira. Depois eu vi que levei três faltas por não ter ido. Mas quem se importa? Eu tinha direito a quinze.
        Fiz a Prática mesmo sem a tal aula. Sobre uma pesquisa falsa com ratos. A prática era isso: redigir um artigo ou relatório falso, mas inspirado em três artigos verdadeiros. Eu procurei três artigos de Educação Física com experimentos em ratos para entender qual a utilidade disso. Achei uma bobagem. Os resultados são muito limitados. Ratos são muito diferentes de humanos. Embora eu saiba que muitas pessoas têm uma opinião diferente da minha sobre isso.
        À noite fui para a capoeira tocar berimbau. Como não tinha professor, um aluno que não gosta de berimbau puxou um treino físico do qual eu me evadi.



            Terça.




        Não teve aula na universidade. À noite fui para a aula de judô. Era o exame de faixa da turma adulta. Não o meu. Eu sou de outra equipe, não sou da equipe onde eu treino. Quando cheguei em casa, a monitora de fisiologia estava chamando uma aula lanche para a manhã seguinte. Ô, cara. Que chato.




            Quarta.




            Fui à casa de minha avó pela manhã; ela me deu uns pedaços de bolo de alguma oração da qual ela participou no dia anterior. Eu fui para a aula lanche levando isso.
            O professor deu um discurso muito fora de tom. Aquele tipo: vocês, crianças que saíram do ensino médio e estão começando a entender a universidade, e que um dia vão entender o mercado de trabalho, e não sei o quê.
            Meu pensamento sobre ensino médio e universidade é bem mais pragmático. Ensino médio é um inferno. Se você sair de lá e for para um curso normal, ou nenhum, a vida melhora. Se você for para medicina, é como se tivesse descido um círculo no inferno que piora ainda mais. Mas que não é tão ruim quanto a residência.
        O que faz meu curso de Educação Física ser ruim? Eu amo a área de Educação Física, mas sou muito crítico de certos métodos utilizados no meu curso, que remetem a militarismo e faculdades de medicina. O que faz meu curso ser ruim é esse cesto feio de tentar imitar medicina e academia militar. Se não fosse isso, o curso seria maravilhoso. Educação Física tem que ser Educação Física, não tem que imitar nada. Medicina é que tinha que imitar a gente.
        Mas depois desse discurso descolado do professor, a gente foi comer o que tinha trazido. Junto com minha turma do primeiro semestre, estava a monitora de ginástica, que é do segundo semestre, e mais dois alunos do segundo. Tinha uma aluna do terceiro. O professor disse que o terceiro é a turma mais unida; eu considero só a mais submissa. Quando eu xingo um professor perto deles, eles ficam se tremendo de medo. E tinha a monitora de fisiologia, que é do quarto.
        Antes de começarmos a comer, o professor pediu um conselho de veteranos para calouros e aí veio a pérola: “Respeitem os professores porque eles podem te reprovar.”
    Quando a gente estava comendo, eu cheguei no professor e comecei a explicar que minha turma não era esse lixo todo que o resto do curso pensa. Que a gente só passou por desafios que as outras turmas não passaram. Que nós já superamos o medo de ser reprovado, estamos acima disso. Que nossa aparente desunião é estranha para quem vê de fora, mas tem motivos que estão acima de nosso controle. Citei um fato do qual nós fomos vítimas. O professor sentou a gente de novo e fez um outro discurso, esse sim mais localizado, sobre não aceitar abuso e sobre procurar a ouvidoria.
        No fim da aula eu conversei com ele de novo e disse que não ia procurar ouvidoria nenhuma. Que eu tinha outras maneiras de lidar com os problemas. Ele achava que, por eu ser advogado, eu deveria gostar de litígios. Pelo contrário: por ser advogado, eu sei como litígios são ineficientes.
        Eu mostrei a ele a foto de meu colega de treino que passou para Educação Física.





    


        No fim, sobre isso, eu contei ao ChatGPT meus planos para o próximo semestre, que não dependem de eu ser aprovado na disciplina da qual ainda falta saber o resultado. Passando ou não, dá para montar uma matrícula útil. O Chat respondeu que o plano talvez pudesse dar certo porque era comigo, mas que com outro aluno não daria. E que eu não devia explicar esse plano para ninguém, porque não iam entender e iam ficar inventando mais dificuldades.
        Eu, por enquanto, vou seguir o conselho, mas aos poucos vou explicando aqui do que se trata. É só continuar me lendo.
        De noite eu só consegui ir jantar muito tarde; queria ir à missa, mas não teve como.
        Eu jantei tarde porque fui assistir a uma aula de natação para bebês que substituiu uma aula de anatomia minha.



        Quinta.




        Quinta de manhã saí com minha mãe para comprar uma roupa de natação, dividida no cartão de crédito. Se quiser me ajudar a pagar essa e outras despesas e não tiver dinheiro, é só continuar lendo meus textos. Se quiser ajudar com dinheiro:




        Pix: diegosergioadv@gmail.com




        À tarde fui para a Prática como Componente Curricular da disciplina em meio aquático.
            Fazia anos que eu não entrava numa piscina. Levei uns instantes para me acostumar, mas no final ainda atravessei a piscina de vinte e cinco metros antes de sair.
            Tive uma pequena cãibra e fiquei muito cansado.



            Sexta.




            Teve o encerramento de História. Eu terminei apresentando dois relatórios de pesquisa. Vou linkar aqui caso alguém se interesse em ler.




            Relatório AEASA

            Relatório do Mastro




            Sábado.




        Já contei no começo como foi.




        Domingo.




        Teve a troca de faixas dos meninos na academia onde eu treino. Eu estava lá junto com minha principal parceira de judô. Éramos os únicos no tatame que não pertencíamos à equipe, mas na foto nem dá para notar.





 



        À noite fui para a missa na Sé Catedral. Terceiro domingo do Advento. Quase Natal.
        No domingo houve troca de faixa do pessoal da minha equipe que treina em Caldeirão Grande, Piauí. Já houve trocas, ou pelo menos exames, de alguns de Iguatu, mas creio que ainda vão acontecer mais nos próximos dias. O meu exame também deve acontecer antes do Ano Novo.



            Até.





            



        Pix: diegosergioadv@gmail.com



            



Quadriga 




Represento a Dojô Solo

Pratico judô e  sou atualmente 3º kyu (faixa verde). 
Estou treinando para o exame de 2º kyu (faixa roxa).
Dividi a taxa de exame em três vezes no cartão. 
A mensalidade da academia de judô é setenta reais.
Pretendo lutar na Seletiva para os Brasileiros de 2026 
Curso Educação Física na URCA.
        Estou planejando um projeto de judô inclusivo chamado Judô no Escuro. Pretendo ir contando mais com o passar do tempo.

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