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Crato, 16 de março de 2025 (domingo)
Olá leitores.
Esse blog é onde eu conto meu dia a dia. Acontece que os últimos dias têm sido tão difíceis. Estou lidando com situações tão complicadas, que nem dá para contar aqui.
Desde que minha artista favorita anunciou a renovação de contrato em um prêmio, eu estou ouvindo as músicas do grupo rival. Uma premiação é o lugar mais inadequado possível para um anúncio desses. A maior parte dos que estão assistindo são torcedores de artistas homens e grupos femininos rivais, só uma minoria é torcedor dela. Isso foi uma traição.
Ingrata sem noção!
Eu não estava assistindo claro. Odeio K-pop. Escutava só um grupo e depois dessa situação passei a escutar um segundo. Pois então. Esse grupo é formado por meninas de 20 a 22 anos, mas as músicas foram escritas por pessoas de 40 a 50 anos. Falam de uma adolescência perfeita, só com alegrias e sem nem um sofrimento. Umas das músicas compara a vida "a uma mordida numa maçã doce". Eu sinceramente acho que uma analogia muito mais exata seria "uma chupada num limão azedo".
Pois então, tenho chupado meus limões. Mas nas minhas redes sociais e textos tenho falado mais do meu fliperama. Meu sistema de me premiar com fichas quando faço uma tarefa ou passo por uma situação chata, esse sistema deixou essa semana difícil bem mais palatável.
A academia de judô onde treino está com tão poucos alunos que estou com medo de não ter parceiros para trocar de faixa. A mensalidade é muito cara. Mas graças a Deus, aos que me apoiam e ao meu trabalho consegui pagar a mensalidade em dias. Comemorei como um gol, porque ippon não é de bom tom comemorar demais.
A cada dia que passa fica mais claro o que eu preciso fazer para construir minha profissão de dirigente esportivo e ficam mais claros também os obstáculos.
O principal era isso. Mas falando um pouco sobre o esporte no fim de semana. Teve um aberto internacional de judô no Brasil. Todo aberto de judô internacional que acontece nas américas se chama pan-americano. Em inglês Panamerican Open. Assim como os da europa são European Open, e African Open, Asian Open, Ocean Open.
Apesar de trazer o nome do continente, ele é aberto. Podem vir atletas de qualquer continente. Mas termina que a força de um aberto é sempre medida na quantidade de lutadores japoneses. O aberto da Polônia em que os brasileiros foram lutar há uns dias tinha 40 japoneses. Esse de hoje do Brasil não tinha nem um. Pelo menos vieram alguns franceses para não ser tão fraco. Os franceses pegaram 3 medalhas de ouro e os brasileiros pegaram o resto. Os outros lutadores eram da Austrália, Angola e o restante de países americanos, todos bem mais fracos que Brasil e França. Colocar um atleta meu em um campeonato desses é um sonho que tenho. Mas há outros antes. Mesmo sendo no Brasil, participar não é tão simples. É preciso ter medalhado em um Brasileiro ou Interclubes sênior ou sub-21. A inscrição é uma fortuna, a anuidade da federação internacional também é caríssima. A Confederação paga as despesas de alguns atletas, mas é mais seguro pagar o seu.
A Fórmula 1 voltou e agora com um brasileiro de piloto titular. Ele chamou atenção no qualificatório, mas infelizmente não terminou a corrida. Eu acho que foi problema de câmbio. Houve uma rodada e batida mas não acredito que tenha sido culpa dele. A McLaren está muito mais rápida que os outros carros e terminou em primeiro e segundo.
A primeira corrida do ano foi na Austrália que fica do outro lado do planeta. O que significa que foi em um horário horrível, a uma da manhã. Mesmo assim eu estava acordado. Mas aí alguém bateu na volta de apresentação e adiaram a largada. Quando largaram um segundo carro bateu e chamaram o carro de segurança. Nessa hora fui dormir. Soube do resultado de manhã.
Crato, 17 de março de 2025 (segunda)
Hoje de manhã eu lavei umas roupas. No começo da tarde começou a chover e choveu até agora, quase nove da noite. Na verdade parou um pouquinho e eu achei que era uma boa ir treinar na praça da maternidade. E tomei chuva.
Hoje foi dia de capítulo novo de Dandadan. Mais um capítulo de luta. Um dia na história vai levar uns dois anos na vida real nesse ritmo.
E tudo bem.
Até.




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