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Crato, 19 de agosto de 2023.
Esse fim de semana teve o começo do campeonato alemão de futebol, está havendo um grande prêmio de judô e a Copa do Mundo de xadrez está terminando. Pelo que estou vendo o mais sem graça desses três está sendo o Xadrez.
Apesar disso, todo tempo que eu tive para consumir conteúdo de esporte eu gastei no xadrez. Não vi os gols do Bayern de Munique ainda, e não assisti nem uma luta de judô. Só assistindo xadrez. O esporte com mais conteúdo esportivo produzido na história da humanidade é o xadrez. A modalidade que a gente joga hoje com a dama altamente poderosa existe há mais de quinhentos anos e nesse tempo a comunidade tem ficado cada dia mais eficiente em produzir conteúdo. Não importa se os jogos foram sem graça, as transmissões falando dos jogos vão ser engraçadas.
Vale a pena demais saber assistir xadrez. Eu recomendo pra qualquer um aprender. Mas voltando para terra.
Eu li melhor as regras do segundo aberto de judô do Crato.
Está previsto uma competição de equipes veteranas mistas. Ou seja três mulheres e três homens com mais de trinta anos, vão lutar com outros do mesmo sexo. Depois das seis lutas, se estiver empatado eles rolam um dado. Na verdade o placar que sorteia, uma das seis lutas para ser repetida. Os mesmos lutadores lutam novamente numa luta de desempate onde o meio ponto, wazari, já encerra.
Tem três mulheres com mais de trinta com disposição para lutar na minha equipe?
Eu não sei.
Os pesos não são iguais aos do individual. São acrescidos de cinco por cento. No momento estou treinando para lutar na categoria de menos de noventa quilos, em sete de outubro. Isso significa que em algum momento do dia seis de outubro eu vou ao lugar da luta, ao banheiro para ser mais exato e vou ter que pesar menos de noventa quilos. Com a roupa que eu quiser ou nu. Batendo o peso certo eu estou liberado para comer e subir de peso. Não me peso mais nessa competição. Claro que eu não posso comer qualquer coisa. Depois de uma dieta regrada, se eu comer errado adoeço e não apareço para lutar.
A competição de equipes acontece duas semanas antes. E nessa eu só preciso pesar menos de noventa e quatro quilos e meio. O que é um problema. Se a dieta estiver dando certo eu vou está pesando bem menos que isso. Então por exemplo. Se eu no meu peso mais alto estiver pesando noventa e três quilos. E o meu adversário no peso mais alto estiver pesando noventa e sete. Ele vai conseguir descer para bater o peso e recuperar. E eu vou ter que lutar contra alguém nesse exemplo quatro quilos mais pesado.
Pode acontecer algo pior. Podem me colocar na categoria pesado por uma necessidade da equipe. Nesse caso eu poderia lutar com alguém de cento e vinte.
Também podem acontecer situações a meu favor. Como alguém muito mais leve colocado contra mim para completar. E o que pode me favorecer muito. Meu adversário pode ser muito mais velho. Em resumo. Não tem como saber o que vai acontecer. Isso tudo partindo do pressuposto que minha equipe tem três meninas com mais de trinta anos em condições de lutar. Que eu não me lembro se tem.
Na equipe dos jovens eu não vou lutar de jeito nenhum.
Sobre competições de equipes mistas. Isso foi uma grande revolução por parte da Federação Internacional de Judô. Em matéria de esporte olímpico nem um esporte se compara ao judô no quesito de inclusão. A briga é grande para incluir o número máximo de pessoas, o judô foi o primeiro esporte a disponibilizar uma medalha mista. Nos últimos jogos de 2020. Que só aconteceram em 2021. Eu tenho um texto só sobre essa questão de porque uma olimpíada acontece independente de guerra ou pandemia, e não muda o ano mesmo quando realizada em outra data. Mas voltando ao assunto da inclusão. A primeira medalha mista da história dos jogos olímpicos foi vencida pela França. Nesse mesmo evento a federação juntou os atletas refugiados de vários lugares do mundo e montou uma equipe de refugiados. Isso também foi sensacional.
Na minha opinião e na opinião do criador do judô, Jigoro Kano, o esporte físico mais inclusivo de todos é o atletismo. Daria para fazer coisas sensacionais com atletismo mas infelizmente os dirigentes não têm visão suficiente. Dava para botar vinte mil atletas na Maratona. Mas a federação de atletismo só bota três por país. É uma completa palhaçada.
Eu quero ser dirigente esportivo. Por isso eu escolhi o judô. A modalidade do dirigente mais genial que existiu. Jigoro Kano. Esse homem fez muito pelo esporte. Se eu conseguir fazer 0,1 por cento do que ele fez. Meu município vai virar uma potência olímpica.
Mas nesse momento eu estou na época do ano em que estou me dedicando apenas a lutar. As idéias de direção vão ter que esperar.
Até.
PS: Por causa do meu último texto sobre Paramore o Youtube me recomendou um show que eu nunca tinha visto. É de 2009 mas o vídeo foi postado mais recentemente.
Pix, Paypal e e-mail: diegosergioadv@gmail.com
Meu texto sobre Ciclo Olímpico
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